Máquina de Guerra lembra bastante um Predador (1987) mesclado com um tom mais genérico de traumas de guerra. Especialmente suas propagandas militares que acabam pegando mal, ainda mais sob o momento em que o mundo está vivendo. Em sua última missão de treinamento, um engenheiro de combate precisa liderar sua equipe de elite em uma luta pela sobrevivência contra uma máquina mortal.
É um filme em que seu maior triunfo fica pela diversão e violência bastante gráfica. Ele busca um realismo quanto aos danos causados nos soldados/vítimas daquele ataque e acaba se aproximando, por mais que seja ficção científica, de um combate “realista” em campo. Tanto que no início do filme, o trauma do protagonista é encenado quanto um ataque bastante crível de se acontecer nos dias de hoje.

E a jornada segue essa condição do personagem bem genérico e previsível quanto ao seu objetivo, porém fica divertido por conta do carisma do ator principal e sua condição física que sempre entrega algo minimamente divertido. Enquanto isso, os personagens secundários que o rodeiam ficam numa condição bastante descartável e jogados para morrerem mesmo.
E a ideia do alienígena robô é interessante, nada de novo, mas traz um combate interessante quanto a agressividade e condição da máquina. O visual entrega algo que cria uma boa imersão naquele ambiente e o aumento do risco é algo minimamente funcional.

É um filme para preencher o catálogo de streaming, mas é possível tirar algum proveito disso. Ele mescla situações já conhecidas do cinema de gênero e tenta trabalhar isso de uma maneira que seja possível em um eventual momento. Apesar de trazer um gancho que é a cara da Netflix querer bolar uma nova franquia.


