dom, 5 abril 2026

Crítica | Uma Segunda Chance

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Em Uma Segunda Chance, uma jovem que, no passado, cometeu um erro é colocada atrás das grades. Sete anos mais tarde, agora como ex-detenta, ela tenta reconstruir a vida, retornando à sua cidade natal em Wyoming. Sem oportunidades, ela passa a enfrentar a dura realidade de um mundo marcado pelo preconceito enquanto tenta se aproximar da filha pequena que nunca a conheceu. Continuamente rejeitada pelos avós da criança, que se recusam a deixar ela se reconectar com a filha, a jovem encontra consolo e uma compaixão inesperada em um ex-jogador da NFL e dono do bar mais famoso da região. À medida que se aproximam, um romance secreto e profundo se desenvolve, colocando os dois em perigo. A produção é uma adaptação do romance escrito por Colleen Hoover.

A estrutura narrativa do romance é construída de modo a mostrar todas as etapas feitas para a reconstrução da vida da protagonista. Primeiro vemos a procura de emprego (tendo antecedentes criminais), depois sua tentativa de reconciliação com a filha, o surgimento do romance e a revelação do que aconteceu na noite trágica. Tudo isso, em torno de um clima constante de luto que com o tempo vai se dissipando. O problema é que algumas etapas tomam mais tempo do que outras e só o romance tem uma construção significativa.

Ambos os romances da protagonista, seja na relação passada que destruiu sua vida ou na atual que reconstruiu a mesma, são bem desenvolvidos e essas relações dão o tom da trama, reservando os melhores momentos do filme dirigido por Vanessa Caswill (Flea). Nesses momentos, a direção dá tempo para que o elenco interaja e desenvolva o roteiro escrito por Colleen Hoover e Lauren Levine (Ponte para Terabítia). As atuações são boas dentro do que se pede. Maika Monroe (Longlegs – Vínculo Mortal) é um forte, entregando uma atuação resiliente que nunca caí no ar de donzela frágil. Sua química com Tyriq Withers (GOAT) é ótima. Lauren Graham (Gilmore Girls) e Bradley Whitford (Corra!) tem momentos pontuais de destaque e atuam muito bem, entregando atuações sensíveis.

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A fotografia usa e abusa de tons frios, mostrando que o tons quentes (alegria) estão relacionados a sua filha e par romântico, o que gera um contraste interessante. A trilha sonora é melancólica e o filme usa de silêncios em alguns momento para mostrar o caos que acontece na vida da protagonista, um acerto da produção.

Uma Segunda Chance tem altos e baixos. O romance é bem desenvolvido, mas o drama é repetitivo e soa forçado em alguns desenvolvimentos. No fim, o saldo é positivo e deve agradar os fãs de Colleen Hoover.

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Hiccaro Rodrigues
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: hiccaro.rodrigues@estacaonerd.com
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